Inquérito: turbulência no voo SQ321 causou parada cardíaca
Um legista de Avon decidiu que Geoff Kitchen morreu de parada cardíaca após forte turbulência no voo SQ321 da Singapore Airlines.

O que o inquérito concluiu
Geoff Kitchen, 73, de Thornbury, em South Gloucestershire, morreu depois de ser arremessado do assento quando o Boeing 777 enfrentou forte turbulência sobre o sudoeste de Mianmar em 21 de maio de 2024, concluiu um inquérito. O legista assistente de Avon, Peter Harrowing, disse que o efeito fisiológico da turbulência precipitou a parada cardíaca de Kitchen.
“Estou convencido de que foi o efeito fisiológico da turbulência da aeronave que precipitou a parada cardíaca e, por fim, a morte de Geoff”, disse Harrowing.
Kitchen tinha histórico de doença arterial coronariana e recebeu stents em abril de 2019, mas uma declaração do clínico geral afirmou que uma revisão em outubro daquele ano constatou que ele havia retornado à capacidade normal de exercício. Uma revisão de 2023 para doença cardíaca isquêmica não encontrou problemas. Uma autópsia inicial na Tailândia, para onde o avião foi desviado, citou insuficiência cardíaca congestiva. Uma autópsia adicional em Bristol, pelo Dr. Edward Sheffield, apontou como causa falência cardíaca por ateroma de artéria coronária e efeitos fisiológicos da turbulência.
O voo e a turbulência
O avião estava em cruzeiro a 37 mil pés quando encontrou forte turbulência às 07h49 GMT sobre o sudoeste de Mianmar, estabilizou-se às 07h53, fez uma chamada Mayday às 08h01 e pousou em Bangkok às 08h45. O Straits Times informou que o radar meteorológico de bordo não havia detectado o mau tempo, e os pilotos não viram nuvens no trajeto imediato. O Transport Safety Investigation Bureau disse que as ações dos pilotos foram compreensíveis e adequadas à situação.
Um relatório lido no inquérito informou que 56 pessoas ficaram gravemente feridas e 23 tiveram ferimentos leves, sendo Kitchen a única morte.
Ferimentos da esposa e ação judicial
Linda Kitchen, que estava sentada ao lado do marido, sofreu fraturas na coluna e um ferimento na cabeça que sangrava muito. Ela disse que o marido a pressionou para o lado durante a turbulência. Ela passou 10 dias em um hospital tailandês antes de ser transferida de avião para Bristol, onde ficou mais uma semana.
Em comunicado divulgado por seus advogados, Irwin Mitchell, Linda Kitchen disse: “Tivemos um casamento feliz e realizado e agora perdi minha alma gêmea.” Ela moveu um processo na High Court contra a Singapore Airlines por danos, buscando apoio especializado para as costas. A advogada Anthe Korelidou disse que a família ainda tem perguntas e quer investigações completas. A Singapore Airlines disse que não pode comentar assuntos perante o tribunal.
Fontes (4)
- bbc.combbc.com
- straitstimes.comstraitstimes.com
- yahoo.comuk.news.yahoo.com
- simpleflying.comsimpleflying.com